O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi convidado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para um café na residência oficial do Senado para ouvir uma velha reclamação dos senadores.

Eles não gostaram do fato de a Câmara ter rejeitado, na 5ª feira (05.ago.2021), as mudanças que o Senado fez à medida provisória 1.040 de 2021, que busca melhorar o ambiente de negócios no país. A MP perderia sua validade na próxima 2ª feira (9.ago.2021).

É comum, ao longo de várias legislaturas, que senadores reclamem da relação com os deputados. A avaliação mais frequente é que, como a maioria dos projetos, principalmente os enviados pelo Executivo, começam a tramitar pela Câmara, eventuais mudanças feitas pelos senadores podem ser derrubadas pelos deputados. Isso porque, pelas regras, a 1ª Casa a analisar uma proposta sempre revisa a versão aprovada pela outra.

O relator na Câmara, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), recomendou que se rejeitasse as alterações feitas pelos senadores. No Senado, o relator da proposta, senador Irajá (PSD-TO), havia pedido a retirada de 5 artigos na íntegra e partes de outros por considerá-los como desconexos ao tema principal da MP, dentre outros pontos.

Após a votação pela Câmara, Irajá afirmou que os deputados “ignoraram” e “desrespeitaram” todas as contribuições feitas pelos senadores. “Nas votações de medidas provisórias, nos tornamos cartório da Câmara. Desmoralização total para o Senado”, disse.

Além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também participam do encontro os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Weverton (PDT-MA).