Centenas de profissionais da saúde que trabalham nas Unidades de Terapia Intensiva de Atendimento à Covid (UTI Covid) do Governo do Tocantins ainda não receberam o salário referente ao mês de julho, até esta segunda-feira (16/8).

As UTIs estão sob gestão terceirizada do Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), que recebe do governo e, em seguida, efetua o pagamento dos servidores e fornecedores. Assim, quando o governo atrasa o repasse, os salários dos profissionais também atrasam.

São mais de 90 leitos distribuídos no Hospital Estadual de Combate à Covid-19 (10 leitos em Palmas), Hospital Geral de Palmas (30 leitos), Hospital Regional de Gurupi (36) e no Hospital Regional de Araguaína (17 leitos).

Os atrasos salariais têm ocorrido com frequência, segundo os próprios servidores. Em alguns meses passados, os profissionais só receberam no dia 20, sendo que a lei trabalhista determina o pagamento até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado. Isso tem gerado muitos transtornos para as famílias que dependem exclusivamente desse salário para sobreviver. “Nossas contas estão todas atrasadas”, desabafou um servidor.

Já os profissionais que atuam no Hospital Municipal de Campanha de Araguaína (HMC) receberam na semana passada, pois o repasse é feito pela prefeitura e Governo Federal, via SUS.

O QUE DIZ O ISAC

Em nota, o ISAC informou que está aguardando o repasse da Secretaria de Saúde do Tocantins para efetuar o pagamento dos colaboradores que estão atuando nas UTIs Covid.

O instituto esclareceu que dentre os recursos devidos mensalmente pela Saúde Estadual, há uma parcela fixa que independe de análise da prestação de contas. “Esse valor é destinado à manutenção dos serviços, sendo usado para pagamento dos profissionais e aquisição de materiais e medicamentos”, explicou na nota.

O ISAC também lamentou o atraso salarial ocorrido mais uma vez por falta de repasse do Governo e se solidarizou com todos os trabalhadores.

A nota ainda explica que, “para cada projeto que o Instituto gerencia é aberta uma conta específica e apenas os recursos do próprio contrato podem ser usados para pagamentos e manutenção do serviço. Por uma questão legal, o ISAC é proibido de usar o recurso de outro contrato para pagar as despesas, inclusive de pessoal”, esclareceu.