O general Silva e Luna, ex-diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, tomou posse como presidente da Petrobras. Em seu discurso, ele se comprometeu a “reduzir a volatilidade [preços de combustíveis] sem desrespeitar a paridade internacional”.

A manutenção da política de preços de combustíveis é uma preocupação do mercado financeiro desde que o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ex-presidente da estatal Roberto Castello Branco. Bolsonaro admitiu que poderia haver mudanças na forma de definir os preços. O modelo atual considera os valores do mercado internacional e a taxa de câmbio.

Com as declarações de Silva e Luna, porém, o mercado reagiu bem. Às 12h40 da 2ª feira (19.abr), as ações ordinárias da companhia subiam 4,36%, e as preferenciais, 3,75%.

Além do general, assumiram também: Rodrigo Araújo Alves como diretor-executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores; Cláudio Mastella como diretor-executivo de Comercialização e Logística; Fernando Borges como diretor-executivo de Exploração e Produção; e João Henrique Rittershaussen como diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção.

Outros 3 diretores foram reconduzidos aos cargos: Nicolás Simone se mantém como diretor-executivo de Transformação Digital e Inovação, Roberto Furian Ardenghy continua como diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, e Rodrigo Costa Lima e Silva como diretor-executivo de Refino e Gás Natural.

Ao todo, o Conselho de Administração tem 11 conselheiros, sendo 1 deles o presidente da empresa. Apesar da recente eleição, a saída de 1 deles pode forçar uma nova assembleia. É que Marcelo Gasparino anunciou que renunciará ao cargo por discordar do processo de eleição de Silva e Luna para o colegiado e para a presidência da estatal.

Nessa nova eleição, há chance de os acionistas minoritários elegerem mais 1 representante, passando dos atuais 2 para 3. Seriam ainda só 3 em 11 conselheiros, sem condições de mudar uma votação relevante. Mas aumenta a capacidade de os minoritários fazerem barulho.