O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas (CDL), Silvan Portilho, disse que o comércio vê com bastante preocupação a possibilidade de uma terceira onda da Covid-19. “A gente vê as pessoas falando que vai ter a terceira onda e não vê nenhuma movimentação para preparar a estrutura para essa onda”, afirmou, em sua participação em Quadrilátero.

Poder Público não se prepara

Ele lembrou que os lojistas estão se adaptando “todo dia para aguentar essas pancadas, para aguentar essas dificuldades que estamos vivendo”. “E a gente não vê, por parte do Poder Público, ele se preparar para isso”, disse Portilho em relação à ampliação de rede atendimento à população, como com a instalação de mais UTIs. “Tem que preparar a estrutura de saúde para isso.”

Ações contra aglomerações

Para ele, ao contrário de grandes centros, como Goiânia e São Paulo, Palmas não tem aglomeração no comércio. “Todo o esforço tem que ser feito contra aglomerações. As nossas lojas têm cinco pessoas, três. A gente não vê um grande fluxo de pessoas no comércio. As ações têm que ser em cima das aglomerações, onde tem fluxo de pessoas”, defendeu.

Sem previsão de abertura

Portilho afirmou que nesse último fechamento em março o comércio concordou, porque o nível de contaminação estava muito alto. “O problema é que não há previsão de abrir. Não pode é ficar fechado sem previsão de abertura”, avisou o presidente da CDL Palmas.

Transporte coletivo

Um dos grandes problemas para o controle da doença, para Portilho, é o sistema de transporte coletivo. “Precisa fazer um trabalho em relação ao transporte coletivo”, defendeu. Ele disse que conversou com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Seturb), que afirmou ser necessário apoio policial para organizar as estações de embarque. A entidade chegou a relatar agressões a motoristas e ônibus quebrados por conta da tentativa de se evitar aglomerações nos veículos. “Se é para entrar 40 pessoas no ônibus, só deve entrar 40 pessoas”, afirmou o empresário. Para ele, é possível resolver esse problema com área de embarque, outra de desembarque e controlar a entrada nos ônibus, com ajuda da Polícia.

Por Cleber Toledo