As buscas por vítimas nos escombros do edifício Champlain Towers South, prédio que caiu em Surfside, na Flórida (Estados Unidos), no fim de junho, chegou ao seu 18° dia com o número de mortos alcançando a marca de 90.

Entre os novos corpos identificados, 3 são de crianças, informou o departamento de polícia de Miami-Dade.

Ao todo, 71 corpos foram identificados e 31 pessoas que poderiam estar no prédio quando ele desabou ainda estão desaparecidas, anunciou a prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava.

Mais de 6 mil toneladas de concreto e outros entulhos foram removidos do local, segundo ela.

As operações de busca continuam 24 horas por dia e “estamos prestes a acessar os carros da garagem” subterrânea, disse Alan Cominsky, chefe dos bombeiros de Miami-Dade.

Cominsky evitou fixar um prazo para a conclusão da operação. “É difícil dar uma data, mas acreditamos que conseguiremos retirar todo o entulho”, afirmou. “É um trabalho metódico para as equipes que fazem a busca manual. É um processo lento.”

Ajuda israelense

A equipe israelense de busca e resgate chegou ao sul da Flórida logo depois que o prédio desabou em 24 de junho para ajudar na operação. Eles retornam para casa neste domingo.

A equipe israelense usou plantas do prédio para criar imagens 3D detalhadas do local do desastre para ajudar na busca. Eles também coletaram informações de famílias de desaparecidos, muitos dos quais eram judeus, para construir uma maquete cômodo por cômodo, mostrando onde as pessoas teriam dormido durante o colapso antes do amanhecer.

Membros  da comunidade caminharam pela Collins Avenue, a principal via da cidade, para celebrar as equipes que vieram de todo país e o auxílio de Israel e do México – que também enviou socorro.

Presidente do Paraguai vai a Miami

Entre as vítimas, está Sophia López Moreira, cunhada do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Ele e a primeira dama paraguaia viajaram na sexta-feira a Miami. Além de Sophia, o marido dela, os três filhos do casal e a babá da criança estavam no prédio que desabou.

O prédio abrigava dezenas de famílias de diferentes partes da América Latina — muitas vezes como residência temporária, na madrugada. Há, inclusive, brasileiros entre os desaparecidos.