A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o governo do presidente Donald Trump encerre a contagem da população para o censo 2020 dos EUA antes do planejado originalmente. Isso significa um revés para grupos de direitos civis preocupados com a subnotificação, especialmente de minorias raciais.

Os juízes derrubaram uma decisão de um tribunal inferior que determinava que a contagem da população continuasse até 31 de outubro. A agência do censo informou em 3 de agosto que encerraria a coleta de dados em 30 de setembro, um mês antes do programado.

A ordem da Suprema Corte é uma derrota para localidades como Los Angeles, Houston e Seattle, e também para grupos de direitos civis, incluindo a Liga Urbana Nacional, que entraram com um processo buscando o restabelecimento do prazo.

O governo Trump alega que mudou o cronograma para cumprir o prazo de 31 de dezembro para entrega dos resultados do censo ao presidente.

Por que grupos queriam a prorrogação do prazo?

Críticos afirmam que Trump, que busca a reeleição no mês que vem contra o opositor Joe Biden, procurou arquitetar uma contagem inferior em áreas com tendência democrata com grande população de imigrantes e latinos.

A precisão da contagem do censo é fundamental, pois determina como a Câmara dos Deputados e as legislaturas estaduais definem os distritos eleitorais durante a próxima rodada de redistritamento e orienta o governo federal na alocação de US$ 1,5 trilhão em ajuda por ano.

As partes que entraram com processo argumentaram que o cronograma “apressado” levaria a resultados imprecisos do censo e “uma subcontagem maciça das comunidades de cor do país”.