Três presas acusadas por alguns dos principais crimes que chocaram o país nos últimos anos ganharam o direito à saída temporária de Dia das Crianças. Na tarde desta quinta-feira, Suzane Von Richtofen (acusada pela morte dos pais), Ana Carolina Jatobá (acusada pela morte da enteada, Isabela Nardoni) e Elize Matsunaga (que matou e esquartejou o marido) deixaram a prisão feminina de Tremembé (SP), para onde só devem retornar para o na próxima quarta-feira.

É a primeira saída de Elize desde que foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato e omissão de cadáver do herdeiro da empresa Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, em 2012. O crime teria sido motivado pela descoberta de traição e agressões por parte do marido. A pena de Elize foi reduzida para 16 anos e três meses em março deste ano, devido a trabalhos realizados na prisão e cumprimento de parte da pena.

Elize tem uma filha de 8 anos, fruto da união com Marcos, que vive sob a custódia dos avós paternos. A detenta passou por avaliações psicossociais recentes que atestaram resultados positivos para que obtenha progressão da pena e volte a conviver em sociedade. Após a saída de Tremembé nesta tarde, Elize foi encaminhada para Chopinzinho, cidade do interior paranaense na qual vive sua família.

Ana Carolina Jatobá foi condenada em 2008 pelo assassinato da enteada, Isabela Nardoni, e deixou a penitenciária nesta quinta-feira rumo à São Paulo, onde deve passar o Dia das Crianças com seus dois filhos adolescentes. Jatobá costuma fazer uso frequente do direito à saída em datas comemorativas da prisão, onde cumpre pena de 26 anos.

Suzane von Richtofen saiu da prisão hoje rumo a cidade de Angatuba, no interior de São Paulo, onde vive seu noivo. Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, em São Paulo, Richtofen faz uso do benefício de saída desde 2014. Em 2016 e 2018, teve as saídas suspensas temporariamente por mentir para a Justiça sobre os locais em que estaria durante a saída. Suzane não tem autorização para sair dos limites de Angatuba durante as saídas temporárias. Em testes psicossociais realizados em 2018, a detenta teve pedido de regime aberto negado por não ser considerada apta para o convívio social.