Equipes do Laboratório Central do Estado (Lacen) e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) vão começar a identificar quais variantes da Covid-19 estão em circulação no estado. Isso será possível graças a um equipamento cedido pelo programa Corona-ômica. Até então, as amostras eram enviadas para fora do estado.

O dispositivo que ajuda na identificação das variantes é o Minion MK 1B. A função dele é sequenciar o genoma, uma espécie de código de barras, do novo coronavírus.

As amostras com as informações genéticas do vírus são colocadas em uma lâmina que, depois é inserida no equipamento. Com a ajuda de um computador e programas específicos, as informações são lidas e transformadas em várias letras.

“Só com sequenciamento que a gente vai conseguir identificar e ter uma noção de quais variantes estão circulando, quantas diferentes variantes a gente tem em circulação no estado”, explicou o pesquisador da UFT, Ueric de Souza.

Esse trabalho já é feito em outros estados e ajuda a identificar as mutações do vírus. “O sequenciamento ou técnicas de biologia molecular adaptadas para identificar essas variantes são essenciais. Então, é muito importante, que o Brasil, a exemplo de outros países, aumente muito a testagem e aumente a oferta do sequenciamento viral, que é a técnica que nos permite identificar uma variante da outra”, comentou o infectologista e professor Evaldo Araújo.

A capacidade máxima é de fazer 96 análises ao mesmo tempo. O processo todo leva cerca de dois dias. O equipamento foi cedido pelo programa Corona-ômica, que faz o sequenciamento de amostras de todo o Brasil, e identificou a presença da variante do Amazonas no Tocantins.

Hoje, a maior parte das amostras é enviada ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, o que acaba demorando para os resultados ficarem prontos.

A ideia é que esse equipamento ajude do trabalho da equipe do Lacen, em parceria com a UFT. A previsão é que as análises comecem a ser feitas no início do mês de junho. Mas, além de identificar as variantes, é necessário adotar ações de combate.

“O uso de máscara, o distanciamento sempre que possível, higiene das mãos, é muito bem-vindo para que essa variante não predomine aqui no nosso meio, onde a gente já tem a variante brasileira. Então seria muito desastroso a gente ter duas variantes circulando no mesmo momento”, disse a infectologista Rosana Ritchmann.

Por  G1 Tocantins.