Nove meses depois do início da campanha de vacinação contra Covid-19, o Tocantins alcançou nesta semana 60% da população com pelo menos uma dose e 31,31% dos moradores totalmente imunizados. A resistência de alguns públicos em tomar a vacina ainda é uma das dificuldades enfrentadas para aumentar esses índices.

Hoje as vacinas estão disponíveis para toda a população a partir dos 12 anos. Só que quatro em cada 10 tocantinenses ainda não se vacinaram.

A primeira vacina foi aplicada no Tocantins foi aplicada no dia 18 de janeiro. O estado só alcançou 15% da população imunizada em junho. No mês seguinte esse percentual dobrou e 30% tinham recebido pelo menos uma dose. Em agosto e a vacina chegou à metade dos tocantinenses. Agora, no fim de setembro, a imunização voltou a desacelerar só crescendo 10%.

O estado vive extremos: de um lado o pessoal que aderiu mesmo à vacina e do outro os municípios que ainda não conseguiram avançar. As três cidades com maior percentual de vacinação são Chapada de Areia (78,51%), Nazaré (76,40%) e Tabocão (76,36%).

“Fizemos um trabalho de conscientização e houve uma boa aceitação da vacina em todas as faixas etárias”, disse a secretária de saúde de Chapada de Areia, Maria Eliene.

Na outra ponta estão Lagoa do Tocantins (41,98%), Buriti do Tocantins (41,98%) e Aguiarnópolis (40,26%), segundo os dados do portal Integra Saúde do governo do Tocanhtins.

Os gestores municipais precisam fazer a sua parte. Em Aragominas, no norte do estado, por exemplo, há três assentamentos com pelo menos 60 quilômetros de distância do centro urbano. O jeito encontrado tem sido levar a vacina até as pessoas.

“Assim como todos os outros municípios que também tem esse tipo de dificuldade, nós estamos levando a vacinação àquela população, enfrentando as barreiras. Hoje nosso município está com uma quantidade boa de pessoas vacinadas e queremos alcançar 100% em breve”, disse o secretário de saúde de Aragominas Lucas Araújo.

O infectologista Marco Lazzetti diz que essa deve ser a estratégia para alcançar toda a população. “Às vezes talvez montar postos itinerantes. O estado, a prefeitura têm condições de saber onde está o problema em cada bairro. Nós temos problema no bairro A? Então vamos montar postos itinerantes naquele bairro A. Além da campanha maciça explicando para a população. Agora que nós chegamos em 60% não podemos deixar a peteca cair”, comentou.