Dados que preocupam em todos os aspectos. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do começo deste ano até agora, Tocantins bateu recorde de queimadas após registrar 6.423 focos de incêndio no estado, entre janeiro e agosto de 2021. Aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 4.732 ocorrências.

A Eletrobras Furnas fez um alerta para as consequências do impacto do fogo nas linhas de transmissão, o que pode comprometer o abastecimento de energia de cidades e regiões. Em 2020, a empresa contabilizou 124 desligamentos provocados por queimadas em seu sistema de transmissão. No estado são 446 quilômetros de linhas de transmissão da companhia.

Os estados mais afetados, em geral, são Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. O sistema de transmissão da Eletrobras Furnas passa por esses estados, onde também estão localizadas usinas e subestações da empresa.

As queimadas nas linhas de transmissão podem provocar dois tipos de desligamentos: os que duram pouco, os chamados ‘piscas’, e os de longa duração. Para as indústrias, os desligamentos, mesmo que de segundos, prejudicam a linha de produção.

Fazer queimadas é crime ambiental, conforme o Decreto 2.661, de julho de 1998, e o fogo pode causar desligamentos de linhas de transmissão. Isso pode provocar interrupção no fornecimento de energia elétrica e impactar importantes serviços à sociedade”, explica Ricardo Abdo, gerente de Linhas de Transmissão de FURNAS.

A lei federal proíbe atear fogo numa faixa de 15 metros dos limites de segurança das linhas de transmissão de energia e de 100 metros ao redor das subestações.