O tempo seco e altas temperaturas no Tocantins é um convite para um mergulho em vários rios e lagos. Mas a diversão pode virar tragédia. Desde janeiro, foram registradas 47 mortes por afogamento em todo o estado.

Segundo a Defesa Civil, o Tocantins está em terceiro lugar na média nacional de afogamentos e alguns fatores contribuem para que os acidentes envolvendo água, muitas vezes, sejam fatais.

“De modo geral, o público para ele não tomaria os devidos cuidados. Se for trafegar em embarcação, ele trafega sem utilizar o colete salva-vidas, consome bebida alcoólica e adentra a água para nadar. Então eu acredito que estes fatores estão fazendo esse índice estar tão ruim”, disse o gerente de monitoramento da Defesa Civil, o major Antônio Luiz.

No último domingo (6), foram duas vítimas. O jovem Wanderson da Conceição Santos, de 22 anos, foi encontrado morto, após tentar atravessar o rio Javaés, no município de Pium, em uma canoa de madeira.

Os bombeiros foram chamados por pessoas da região. No local, fizeram mergulho e, após quatro horas, encontraram o corpo a cerca de três metros de profundidade. Não há informações sobre as causas da morte.

No mesmo dia, os Bombeiros encontraram o corpo do pescador Iurismar Viana, que se afogou no momento em que tentava colocar uma rede de pesca, no rio Lajeado, município de Dois Irmãos. O cunhado, que estava com a vítima, disse que mergulhou para resgatá-la, mas não conseguiu.

Entre janeiro e agosto, foram 45 pessoas que morreram afogadas no estado. No mesmo período do ano passado, foram 37, um aumento de 21%.

Os acidentes podem acontecer com qualquer pessoa. Por isso, é preciso pensar primeiro na segurança. “Se consumir bebida alcoólica, não adentre a água para nadar. Se for adentrar, tem que ser um local com profundidade segura e tem que ser acompanhado por um responsável. O cuidado também é essencial com crianças, atenção deve ser 100%. As pessoas têm aquele costume de trafegar em embarcações baixas, as embarcações estão lotadas, as pessoas não estáo utilizando colete salva-vidas. O fato de você utilizar ou não o colete salva-vidas, pode representar a diferença entre a vida e a morte”, explicou o major da Defesa Civil.