O Tocantins fechou o mês de agosto de 2020 com queda de 41% no número de focos de queimadas em comparação ao mesmo período de 2019. Nos 31 dias, o estado registrou 1.714 casos enquanto há um ano o resultado foi de 2.916 registros para o mês. Os números são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as queimadas em todo o país.

O resultado de 2020 também está abaixo da média histórica para o mês de agosto, que é de 2.772 focos. A médica leva em consideração os números registrados para o mês desde 1998, quando começou a série histórica.

Apesar disso, o total de 2020 está acima do mínimo registrado para o mesmo período. O melhor resultado para o mês de agosto até hoje é 1.141, em 2009. Já o pior agosto na série é o de 2010, quando houve 8.299 incêndios florestais.

Anualmente, os focos de queimadas no Tocantins se concentram entre os meses de agosto e outubro, no auge do período de estiagem, com destaque especial para setembro que normalmente é o mês com o maior número do focos no ano. Em toda a série histórica, setembro só não teve o pior resultado nos anos de 2016 e 2008.

Este ano, para evitar uma situação como a registrada no passado, as medidas de combate as queimadas foram adiantadas. Mesmo assim, a atuação dos brigadistas e Bombeiros ainda encontra desafios. Neste fim de semana, chamas que surgiram em fazendas e às margens de rodovias na serra do Lajeado acabaram avançando para áreas de difícil acesso dentre da Área de Preservação Ambiental. Foi necessário convocar profissionais que estavam de folga para controlar a situação.

O Governo Federal autorizou o envio das Forças Armadas ao Tocantins para ajudar no combate, mas os militares ainda não chegaram. Atualmente, parte das tropas está no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, que vivem a situação inversa. O Pantanal teve o segundo pior agosto já registrado, com 5.935 focos de calor detectados. Em relação a agosto do ano passado, a quantidade de focos de queimadas no Pantanal foi 3,5 vezes maior neste ano.

As informações são do G1 Tocantins.