As obras do Shopping a Céu Aberto Taquaralto, região sul de Palmas, deverão ser suspensas. O motivo é uma decisão publicada na última  quarta-feira (31) pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Para o conselheiro Alberto Sevilha, houve “completa falta de planejamento da Prefeitura de Palmas […]”.

A Prefeitura de Palmas foi questionada e disse apenas que não foi notificada sobre a decisão.

A obra prevê várias mudanças na avenida Tocantins, uma das principais zonas comerciais de Palmas. Alterações que desde o início não agradaram os comerciantes. A principal reclamação é sobre os transtornos causados pelas obras, que prejudicaram o movimento.

Além disso, os comerciantes questionam a falta de estacionamentos no projeto, pois o canteiro central da avenida foi ampliado e o número de vagas para carros na avenida diminuiu bastante.

Conforme o Tribunal de contas, ao lançar as obras em maio de 2017, a prefeitura estabeleceu um prazo de 90 dias para conclusão da primeira etapa. Porém, até agora as mudanças não foram terminadas.

“Além dos transtornos causados por um início de obra mal planejada e mal executada, a mesma peca pela falta de transparência”, disse o conselheiro, em trecho da decisão.

Ainda conforme o conselheiro, as licitações cadastradas para o projeto não tinham um vinculo direto com o Shopping a Céu Aberto.

Em outro trecho do documento, o conselheiro diz que “não foi possível apurar os valores para execução do projeto, não sendo apresentando valores por itens de execução e nem valor total”.

O TCE aponta ainda que não existem projetos e estudo de impacto sobre a região ou sistema de drenagem. O pedido de suspensão foi feito pelo Ministério Público de Contas ainda em agosto do ano passado.

 

O shopping

Conforme o projeto da Prefeitura de Palmas, a Avenida Tocantins em Taquaralto será transformada em um shopping a céu aberto. O projeto pretende revitalizar a avenida, reformar e padronizar fachadas e calçadas de lojas, além de implantar bancos, jardins e ciclovias no local. O trânsito também passará por mudanças. A previsão é de que o projeto seja concluído até novembro deste ano e custe R$ 17 milhões.