A campanha de vacinação contra Covid-19 da União Europeia está ganhando velocidade e alcançando o ritmo da imunização dos Estados Unidos a chefe da Comissão do bloco, Ursula von der Leyen.

“Nosso objetivo é oferecer uma dose a 70% de todos os adultos até o final de julho. Este é quase o mesmo alvo que os EUA estabeleceram”, disse ela em uma conferência.

A União Europeia exportou 220 milhões de doses, quase a mesma quantidade que já usou em seus próprios cidadãos, disse Von der Leyen, em uma indireta aos EUA e ao Reino Unido, que não têm exportado vacinas.

“Outros estão mantendo toda a produção de vacinas para si, mas a União Europeia alcançará suas metas de vacinação sem se isolar do mundo”, afirmou.

Plano de abertura para turistas

Na quarta-feira, o bloco aprovou um acordo para reabrir fronteiras a viajantes vacinados contra a Covid.

O  diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, disse que apesar da melhora da situação sanitária no continente, a Covid-19 ainda não permite retomar de maneira segura as viagens internacionais por “uma ameaça persistente e por novas incertezas”.

“A pandemia não terminou, é uma ameaça imprevisível”, afirmou Catherine Smallwood, responsável pelas situações de urgência da OMS na Europa.

Segundo dados da instituição, no conjunto da região (que alcança até uma parte da Ásia Central), o número de novos casos caiu 60% em um mês, passando de 1,7 milhão em meados de abril para 685 mil na semana passada.

“Estamos na direção certa, mas temos de nos manter vigilantes. O aumento da mobilidade, das interações físicas e das reuniões pode levar a um aumento da transmissão na Europa”, insistiu o diretor regional (ele lembrou que as viagens essenciais permanecem autorizadas).

A redução das restrições sociais precisa acontecer em paralelo a um aumento da detecção, do rastreamento e da vacinação.

“Não há risco zero”, frisou Kluge. “As vacinas são, talvez, uma luz no fim do túnel, mas não podemos nos deixar cegar por esta luz”, completou.