Durante a pesquisa para desenvolver a vacina, foram usadas células cultivadas em laboratório a partir de tecidos de fetos abortados nas décadas de 1960 e 1970. O Vaticano considerou que as vacinas podem ser usadas, em boa fé e que não são uma cooperação formal com o aborto.

Uma nota da congregação de doutrina do Vaticano afirma que o uso dessas vacinas é permitido desde que não haja alternativas.

A Pfizer e da Moderna usaram, na pesquisa de suas vacinas, células que se originaram a partir de tecidos de fetos abortados no século passado.

Segundo os bispos dos Estados Unidos, as células empregadas na pesquisa foram tiradas de tecidos de fetos abortados nos anos 1960 e 1970 que foram replicadas em laboratório desde então.

O texto do Vaticano diz que dar a legitimidade moral está relacionado com o princípio de graus distintos de responsabilidade de cooperação com o mal.

Ou seja, que como a pandemia é um perigo grave, essas vacinas podem ser usadas, em boa fé, com a ciência de que elas não são uma cooperação formal com o aborto do qual as células foram extraídas e do qual as vacinas derivam.

Na ausência de outras, feitas a partir de outros materiais, é moralmente aceitável receber a injeção das vacinas em cuja pesquisa foram usaram células cultivadas a partir de fetos abortados.

Nem de forma indireta

A nota do Vaticano afirma que a vacina não constitui, nem mesmo de uma forma indireta, uma legitimação da prática do aborto.

No texto, pede-se que a indústria farmacêutica desenvolva vacinas completamente éticas e que os governos e organizações internacionais as tornem acessíveis aos países pobres.

A nota afirma que apesar o uso ser voluntário, “o bem comum recomenda a vacinação, especialmente para proteger os mais frágeis e mais expostos”.